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Operações contra exploração sexual resgatam 69 crianças e adolescentes

Foram resgatadas vítimas de exploração sexual ou em situação de vulnerabilidade. Ação se deu em rodovias estaduais e federais e resultou em 126 prisões em todo o país

@ Divulgação/Ministério da Justiça CANAL NBS - POR CORREIO BRAZILENSE


A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e polícias militares fizeram o resgate de 69 crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual ou em situação de vulnerabilidade em pontos de rodovias estaduais e federais. As ações, ocorridas entre o dia 14 de maio e esta sexta-feira (28/5), foram integradas entre os ministérios da Justiça e Segurança Pública e da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, e resultou em 126 prisões em todo o país.


Foram duas operações, uma em rodovias estaduais (Operação Parador 27), envolvendo também as polícias militares, e outra em rodovias federais (Oneesca IV). No caso da primeira, foram resgatadas 38 crianças nessas situações. Já na Oneesca IV, foram 10 crianças e adolescentes em situação de exploração sexual de 21, em situação de vulnerabilidade. Neste caso, são jovens em pontos vulneráveis, como postos de combustíveis, sem a presença dos pais.

O secretário de Operações Integradas, Alfredo Carrijo, explicou que a PRF já tem essa como uma operação permanente, e agora o Ministério da Justiça vislumbrou a possibilidade de fazer uma integração, com apoio da PM e do MMFDH. Segundo ele, o escopo da operação é muito mais em caráter preventivo do que repressivo. “É muito importante para o Ministério da Mulher ter esse mapeamento dos pontos críticos em território nacional, onde pode ocorrer essa exploração sexual. Os objetivos seriam prevenir e reprimir exploração sexual, intensificar a fiscalização e fazer a integração”, afirmou.

Questionado se esperava um resultado mais expressivos, com mais crianças resgatadas, o ministro da Justiça, Anderson Torres, afirmou que esperava o número “zero”. “Mas a gente sabe que a realidade não é essa. Uma criança tirada de um momento desse, de uma violência dessa, a gente já ganhou”, afirmou. Segundo ele, o importante é colocar serviços de inteligência na atuação para acabar com as redes de exploração sexual, inclusive na internet e em outras localidades, ao mesmo tempo em que se faz trabalho repressivo e preventivo nas rodovias e nos bares, restaurantes.

“Locais em que essas crianças são usadas. Isso a gente vai fazer constantemente. Quando sai numa operação de prevenção, é muito difícil se medir os resultados, do que vai achar. Às vezes encontra zero, às vezes encontra mil. Assim é com droga, com exploração sexual. Acho que não tinha uma grande expectativa de número maior ou menor. É fazer o trabalho, estar presente nesses locais e evitar que essas práticas ocorram”, afirmou.

A ministra da Mulher, Damares Alves, afirmou que após resgatadas, aciona-se uma rede de proteção, envolvendo Conselhos Tutelares e a Secretaria de Direitos Humanos, para cuidar dessas crianças e adolescentes. De acordo com ela, a intenção é desenvolver na pasta pesquisas sobre a correlação do abuso sexual com o uso de droga, suicídio e doenças mentais. A ministra ressaltou que nem sempre o abusador é também o explorador. “A exploração econômica geralmente se dá na rua, nos motéis. O abuso, em sua maioria, é dentro de casa. Tem que fazer essa diferença no perfil do agressor”, afirmou.

DF

No DF, a Oneesca IV resultou em 10 pontos fiscalizados, mas não houve nenhuma pessoa resgatada. Ainda assim, segundo o ministro, que já foi secretário de Segurança Pública do DF, a situação na região é difícil. “Aqui, a gente tem feito um trabalho de inteligência, rodovias, bares, restaurantes, boates, mas é um crime que ocorre muito dentro de casa, em ambientes fechados, ocorre às vezes onde o estado não consegue chegar, não consegue atuar de forma preventiva, e isso é muito grave”, disse.

Segundo ele, por isso é importante ações para incentivar a população a denunciar. Torres afirmou que talvez esteja no momento de lançar uma campanha nacional sobre o assunto. A ministra Damares, por sua vez, afirmou que não há crianças resgatadas no DF porque a Secretaria de Segurança fez um trabalho extraordinário. “Quando eu vejo o zero no DF, meu sonho é ver zero no Brasil inteiro”, disse.


Confira os números (até a última quinta-feira, 27):

Operação Parador 27 (rodovias estaduais) — indicadores parciais 80 pessoas resgatadas (dado até esta sexta-feira, 28) 1.508 locais fiscalizados; 947 bares/casas noturnas fiscalizados; 5.925 veículos fiscalizados; 11.943 pessoas abordadas; 2438 kg de droga apreendida; 84 pessoas presas 6.439 pessoas alcançadas 8 armas apreendidas 4.075 efetivo empregado

Oneesca IV (rodovias federais) 3.451 pontos levantados — 47% maior que no biênio anterior; 470 pontos críticos; 60,5% pontos vulneráveis em áreas urbanas; 44% dos pontos são postos de combustíveis 1.109 pontos fiscalizados 11.712 pessoas alcançadas; 10 crianças/adolescentes resgatadas em situação de exploração sexual; 21 crianças/adolescentes resgatadas em situação vulnerabilidade; 42 pessoas detidas

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